<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/"
	>

<channel>
	<title>Indistinguível da Magia &#187; Internet</title>
	<atom:link href="http://indist.com/tag/internet/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://indist.com</link>
	<description>"A melhor forma de prever o futuro é inventá-lo." (Alan Kay, 1971)</description>
	<lastBuildDate>Mon, 27 Jul 2009 15:28:10 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-br</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.com/</generator>
<cloud domain='indist.com' port='80' path='/?rsscloud=notify' registerProcedure='' protocol='http-post' />
<image>
		<url>http://www.gravatar.com/blavatar/edf2a93d39c5b37f5a5294e9fbf97c64?s=96&#038;d=http://s2.wp.com/i/buttonw-com.png</url>
		<title>Indistinguível da Magia &#187; Internet</title>
		<link>http://indist.com</link>
	</image>
	<atom:link rel="search" type="application/opensearchdescription+xml" href="http://indist.com/osd.xml" title="Indistinguível da Magia" />
	<atom:link rel='hub' href='http://indist.com/?pushpress=hub'/>
		<item>
		<title>Do Twitter à comunicação em múltiplas camadas: caminho para uma inteligência global</title>
		<link>http://indist.com/2009/06/04/do-twitter-a-comunicacao-em-multiplas-camadas-caminho-para-uma-inteligencia-global/</link>
		<comments>http://indist.com/2009/06/04/do-twitter-a-comunicacao-em-multiplas-camadas-caminho-para-uma-inteligencia-global/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2009 21:16:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[geral]]></category>
		<category><![CDATA[celular]]></category>
		<category><![CDATA[compartilhamento]]></category>
		<category><![CDATA[futuro]]></category>
		<category><![CDATA[inteligência artificial]]></category>
		<category><![CDATA[inteligência aumentada]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[rede]]></category>
		<category><![CDATA[smartphone]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://indistinguivel.wordpress.com/?p=315</guid>
		<description><![CDATA[&#8220;Acabo de me queimar tomando café.&#8221; &#8211; 32 caracteres &#8220;Estou preso no trânsito, certamente vou chegar atrasado hoje!&#8221; &#8211; 61 caracteres &#8220;Não acredito! Está faltando luz e fiquei preso dentro do elevador! Só faltava essa para completar meu dia.&#8221; &#8211; 106 caracteres De quantos caracteres precisamos para mandar uma mensagem coerente para alguém? E para [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=indist.com&blog=4298807&post=315&subd=indistinguivel&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;<em>Acabo de me queimar tomando café.</em>&#8221; &#8211; 32 caracteres</p>
<p>&#8220;<em>Estou preso no trânsito, certamente vou chegar atrasado hoje!</em>&#8221; &#8211; 61 caracteres</p>
<p>&#8220;<em>Não acredito! Está faltando luz e fiquei preso dentro do elevador! Só faltava essa para completar meu dia.</em>&#8221; &#8211; 106 caracteres</p>
<p>De quantos caracteres precisamos para mandar uma mensagem coerente para alguém? E para várias pessoas? E para ninguém em especial? Para Evan Williams, criador do <a title="Twitter - site oficial" href="http://twitter.com">Twitter</a>, 140 é um número suficiente.</p>
<p>Com exceção de alguns poucos eremitas tecnológicos vivendo em ilhas desprovidas de qualquer forma de comunicação com o resto do mundo, todos já ouviram falar do Twitter. Descrevê-lo não é complicado: trata-se de uma ferramenta de <a title="micro-blogging - Wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Micro-blogging" target="_blank">micro-blogging</a>, um local onde qualquer um pode escrever curtas mensagens de texto com até 140 caracteres para um grupo de seguidores. Até aí, tudo bem, o problema aparece quando tentamos responder a uma simples pergunta: para que serve isso? A resposta não é tão simples quanto poderia parecer (sei que muitos responderiam &#8220;para nada, é só um modismo, uma futilidade&#8221;). Vamos liberar nossas mentes para uma viagem filosófica e tentar vislumbrar o que ferramentas como o Twitter podem representar para o nosso futuro.</p>
<p><span id="more-315"></span></p>
<p>Muitas vezes  pergunto aos meus alunos como eles definem &#8220;inteligência artificial&#8221;. Gosto de trazer assuntos como esse para a sala de aula pois em geral geram discussões acaloradas sobre o desenvolvimento da tecnologia sob olhares técnicos, éticos, sociais e até culturais. Mas o que é realmente interessante nesse tipo de discussão é que, na maior parte das vezes, meus alunos definem a inteligência artificial como algo puramente eletrônico.</p>
<p>Não é estranho entender de onde vem essa linha de raciocínio, afinal estamos sob a constante influência da mídia que sempre olha para o assunto do ponto de vista da máquina. Filmes como Exterminador do Futuro e Matrix são bem claros: um dia o poder de processamento dos computadores os tornará conscientes e, a partir desse momento, transformarão-se em entidades autônomas, livres do controle dos humanos. É nesse ponto das histórias que as máquinas se rebelam contra nós e viram assassinas psicóticas com o único objetivo de aniquilar a raça humana. Fico imaginando o que os robôs humanóides da série Exterminador farão quando os humanos forem extintos. Passarão a usar terno de segunda a sexta e assumirão uma vida pacata, com direito a um cineminha nos finais de semana?</p>
<p>Esse é um cenário possível, mas extremamente improvável. Em seu artigo <a title="The Coming Singularity - Vernor Vinge" href="http://science.kennesaw.edu/~hmattord/articles/The%20Coming%20Singularity/The%20Coming%20Singularity.htm" target="_blank">The Coming of the Singularity</a>, o professor Vernor Vinge, do Departamente de Ciências Matemáticas da San Diego State University, analisa este e outros cenários que levam ao desenvolvimento de uma inteligência artificial capaz de se atualizar em um ritmo cada vez mais acelerado, ultrapassando o limite da própria compreensão humana em um momento que ele define como &#8220;<a title="Singularidade - Ander Sandberg" href="http://www.aleph.se/Trans/Global/Singularity/" target="_blank">Singularidade</a>&#8220;.</p>
<p>Em seu artigo, Vinge vislumbra quatro possibilidade de chegarmos a uma inteligência sobrehumana:</p>
<ul>
<li>Computadores chegarão a um estágio de desenvolvimento onde se tornarão conscientes e, através de seu &#8220;intelecto&#8221; avançado, assumirão a tarefa de projetar seus sucessores.</li>
<li>Redes de computadores e seus usuários, juntos, serão os componentes de uma nova &#8220;entidade inteligente&#8221;.</li>
<li>As interfaces entre os humanos e os computadores serão cada vez mais naturais, até chegarmos ao ponto onde elas se tornarão intimamente transparentes e a inteligência dessa simbiose poderá ser considerada sobrehumana.</li>
<li>Através do desenvolvimento de pesquisas biológicas, a humanidade será capaz de aumentar o desempenho do cérebro, levando nossa capacidade intelectual a um novo patamar evolutivo.</li>
</ul>
<p>Se considerarmos que três das quatro possibilidades possuem tanto componentes artificiais quanto naturais na composição da inteligência, podemos concluir que que a inteligência artificial não é algo necessariamente isolado da humanidade. Na verdade, apenas o primeiro item da lista descreve um cenário onde o ser humano torna-se desnecessário (o que justifica o seu uso por praticamente todo roteirista de filmes de ficção catastróficos).</p>
<p>Mas vamos considerar apenas os dois itens no meio dessa lista. O quanto falta para chegarmos a um novo tipo de inteligência baseada não apenas no poder intelectual do indivíduo, nem na capacidade computacional das máquinas, mas no conjunto de todos esses elementos? Estamos distantes de uma era onde os computadores estarão sempre conosco, nos permitindo uma conexão constante com o resto dessa coletividade intelectual? O que certamente não passava de um interessante material para um conto fictício é, hoje, uma realidade.</p>
<p>Por ser uma mudança gradual na forma de pensarmos coletivamente, corremos o risco de não percebermos a profundidade das mudanças que estão em andamento. Assim como ocorre em qualquer processo transitório, só entenderemos sua importância quando passarmos por ele e formos capazes de analisá-lo de longe. Mas se prestarmos atenção, somos capazes de observar sinais de que algo importante está acontecendo. É onde o Twitter (e outros serviços similares) embarcam nesta viagem.</p>
<p>Em um artigo publicado hoje no site da revista Time, <a title="Steven Johnson - site oficial" href="http://www.stevenberlinjohnson.com/" target="_blank">Steven Johnson</a> (autor do clássico <a title="Cultura da Interface - Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/151583" target="_blank">Cultura da Interface</a>) afirma que &#8220;a única coisa certa que você dizer sobre o Twitter é que ele causa uma péssima primeira impressão&#8221; (<a title="How Twitter Will Change the World - Time" href="http://www.time.com/time/business/article/0,8599,1902604,00.html" target="_blank"><em>How Twitter Will Change the World</em></a>). Durante seu texto, Johnson explica como ele passou de cético a usuário do serviço após participar da conferência <a title="Hacking Education - site oficial" href="http://publicusv.wiki.zoho.com/Hacking-Education.html" target="_blank"><em>Hacking Education</em></a>, onde os participantes trocavam informações através do Twitter ao mesmo tempo em que as conversas ocorriam ao vivo. Na parede, mensagens eram projetadas em tempo real, o que gerava, segundo Johnson, &#8220;uma conversação sombra&#8221; com resumos dos principais argumentos, piadas ocasionais e links interessantes. Em pouco tempo, usuários de fora começaram a se juntar às discussões, levando novas informações. Johnson explica como esse foi um processo interessante ao permitir que os participantes presentes extraíssem tópicos e questões realmente pertinentes e as agregassem às suas conversas.</p>
<p>Este pequeno exemplo demonstra como uma ferramenta simples como o Twitter pode ter um impacto profundo no modo como nos comunicamos, influenciando também a nossa maneira de pensar. Nossas mentes não estão mais isoladas e, graças a esse contato constante com outras pessoas, podemos aumentar consideravelmente o nosso poder intelectual.</p>
<p>Encontramos pela web diversos outros exemplos de uso produtivo do Twitter e similares. Basta seguir as mensagens de um jornalista para perceber como o serviço pode influenciar de forma positiva todas as atividades que dependem do fluxo de informação. Imaginem a seguinte situação: um repórter foi selecionado na última hora para participar de uma conferência de imprensa de um determinado político. Devido à estrutura do evento, ele é informado que poderá fazer uma única pergunta. Se ele estivesse completamente isolado, dependeria exclusivamente de sua capacidade mental para formular a pergunta. Conectado, ele pode enviar pequenas mensagens descrevendo o que ele está vendo e ouvindo, pode pedir a opinião de seus seguidores, pode até solicitar uma rápida pesquisa àqueles que estão sentados em frente ao computador acompanhando o que está acontecendo. É como se a capacidade intelectual do repórter fosse multiplicada pelo seu número de seguidores. Ele ainda depende de sua experiência e de seus conhecimentos, mas agora conta com &#8220;neurônios adicionais&#8221; que podem ajudá-lo a levantar novas informações rapidamente, algo que pode levá-lo a formular uma pergunta que nunca faria normalmente.</p>
<p>Processos como esse são cada vez mais usados como fonte para um pensamento coletivo. Alguns <a title="How One Teacher Uses Twitter In The Classroom - ReadWriteWeb" href="http://www.readwriteweb.com/archives/how_one_teacher_uses_twitter_in_the_classroom.php" target="_blank">professores</a> começam a usar essas ferramentas em sala de aula, sugerindo que seus alunos levem as discussões diretamente para a rede no momento em que elas estão acontecendo. Alunos trocam opiniões entre si e com participantes externos, o que enriquece a conversa ao trazer para a mesa uma gama de novos pontos de vista.</p>
<p>O Twitter é só um primeiro passo, uma experiência curiosa com um grande potencial para o futuro. Por enquanto, é difícil prever como essa forma de interação influenciará toda uma sociedade, mas o que é claro é que muitos pesquisadores têm levado o assunto muito a sério. Sites e empresas como Facebook e Yahoo estão entrando na onda do <em>micro-blogging</em> rapidamente e o próprio Google está levando a idéia a um novo patamar bastante ambicioso com seu projeto <a title="Google Wave - site oficial" href="http://wave.google.com/" target="_blank">Google Wave</a>.</p>
<p>No momento, tudo ainda é bastante confuso. Todo esse &#8220;aumento da capacidade intelectual&#8221; tem seu lado positivo, mas também nos traz uma quantidade de informação muito grande em um ritmo muito pequeno. Para conseguirmos gerenciar isso com eficiência, precisamos de tempo para nos acostumar com essa forma colaborativa de pensar. Estamos começando a aprender a nos comunicar em múltiplas camadas simultâneas, com várias pessoas e sistemas ao mesmo tempo. Esse aprendizado não é um processo fácil e podemos estar exigindo muito de nossas mentes. Mas nunca estivemos tão perto de uma verdadeira inteligência artificial global, onde humanos e seus dispositivos computacionais (de computadores a telefones celulares) formam uma rede integrada com uma capacidade enorme de gerar conhecimento.</p>
<p>Só não podemos permitir que esse intelecto global engula a nossa individualidade&#8230;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/indistinguivel.wordpress.com/315/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/indistinguivel.wordpress.com/315/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/indistinguivel.wordpress.com/315/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/indistinguivel.wordpress.com/315/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/indistinguivel.wordpress.com/315/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/indistinguivel.wordpress.com/315/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/indistinguivel.wordpress.com/315/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/indistinguivel.wordpress.com/315/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/indistinguivel.wordpress.com/315/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/indistinguivel.wordpress.com/315/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=indist.com&blog=4298807&post=315&subd=indistinguivel&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://indist.com/2009/06/04/do-twitter-a-comunicacao-em-multiplas-camadas-caminho-para-uma-inteligencia-global/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/448a2061b5606651978ef30727ec57f9?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">.marcelo</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Vivendo nas nuvens</title>
		<link>http://indist.com/2009/02/12/vivendo-nas-nuvens/</link>
		<comments>http://indist.com/2009/02/12/vivendo-nas-nuvens/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 12 Feb 2009 03:09:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[web e internet]]></category>
		<category><![CDATA[apple]]></category>
		<category><![CDATA[celular]]></category>
		<category><![CDATA[compartilhamento]]></category>
		<category><![CDATA[google]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[microsoft]]></category>
		<category><![CDATA[Nokia]]></category>
		<category><![CDATA[nuvem]]></category>
		<category><![CDATA[smartphone]]></category>
		<category><![CDATA[Symbian]]></category>
		<category><![CDATA[web]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://indistinguivel.wordpress.com/?p=61</guid>
		<description><![CDATA[Já passa da hora de atualizar este blog e hoje baixou a vontade de escrever sobre a grande e onipresente nuvem computacional que anda nos rodeando há algum tempo. Há muitos anos ouvimos falar em projetos mirabolantes de transpor nossos dados digitais para a web, acabando com a necessidade de computadores poderosos rodando software proprietário. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=indist.com&blog=4298807&post=61&subd=indistinguivel&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img class="size-full wp-image-96 aligncenter" title="above_the_clouds" src="http://indistinguivel.files.wordpress.com/2009/02/above_the_clouds.jpg?w=450&#038;h=112" alt="Nuvens" width="450" height="112" /></p>
<p>Já passa da hora de atualizar este blog e hoje baixou a vontade de escrever sobre a grande e onipresente nuvem computacional que anda nos rodeando há algum tempo.</p>
<p>Há muitos anos ouvimos falar em projetos mirabolantes de transpor nossos dados digitais para a web, acabando com a necessidade de computadores poderosos rodando software proprietário. Só precisaríamos de terminais conectados à grande rede para ter acesso a programas sempre atualizados e à nossa sempre crescente coleção de dados variados.</p>
<p>Em uma época quando a banda larga era apenas um sonho, essa conversa soava mais como um conto de ficção. Até a virada do milênio, praticamente ninguém considerava seriamente a possibilidade de largar suas informações nas correntezas da Internet. Entretanto, como sempre acontece, as coisas mudaram radicalmente e, hoje, muita gente já vive nas nuvens e nem percebe&#8230;<span id="more-61"></span></p>
<p>Em termos práticos, a mudança veio com a chegada do webmail, em meados dos anos 90, mais precisamente em 1995 quando o indiano <a title="Sabeer Bhatia - Wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Sabeer_Bhatia" target="_blank">Sabeer Bhatia</a> e o americano Jack Smith, ex-funcionários da Apple, se juntaram para trabalhar em novas idéias para a Internet. A partir do conceito de um banco de dados baseado na web batizado de Javasoft, os dois desenvolveram o primeiro serviço de webmail, o <a title="HoTMaiL - Wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/HoTMaiL" target="_blank">HoTMaiL</a> (a grafia destacava a sigla HTML, deixando claro o fato de ser um serviço para ser usado em um navegador).</p>
<p>O sucesso foi instantâneo e logo após o lançamento comercial em julho de 1996, milhões de pessoas passaram a manter suas mensagens nos servidores do HoTMaiL (em dezembro de 1997, o número de contas chegava a 8,5 milhões). Para esses usuários, acabava ali a necessidade de manter um cliente de email instalado em seu computador, suas mensagens estavam disponíveis em qualquer máquina que estivesse conectada à web.</p>
<p>O HoTMail original não existe mais. Comprado no final de 1997 pela Microsoft, ele foi integrado à rede de serviços da Microsoft Network (MSN) e sofreu mudanças radicais com o passar dos anos. Hoje, conhecido como <a title="Windows Live Hotmail" href="http://www.hotmail.com" target="_blank">Windows Live Hotmail,</a> o serviço conta com cerca de 300 milhões de usuários.</p>
<p>O HoTMaiL foi apenas um dos primeiros passos concretos para a levar a nuvem à vida diária das pessoas. Vários outros serviços surgiram a seguir, mas nenhum foi tão influente quando o <a title="GMail" href="http://www.gmail.com" target="_blank">GMail</a>. Lançado experimentalmente pelo Google como um beta fechado em abril de 2004, o serviço foi o pioneiro a oferecer um amplo espaço para o armazenamento de mensagens. Enquanto os serviços concorrentes ofereciam no máximo 15 MB, o GMail iniciou suas operações oferecendo o inimaginável limite de 1 GB.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-104" style="margin-left:10px;margin-right:10px;" title="gmail-logo" src="http://indistinguivel.files.wordpress.com/2009/02/gmail-logo.gif?w=143&#038;h=59" alt="gmail-logo" width="143" height="59" />Mas os desenvolvedores do Google não revolucionaram o webmail apenas com a oferta de um amplo espaço de armazenamento. Pioneiro no uso de técnicas <a title="Ajax - Wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ajax_%28programming%29" target="_blank">Ajax</a> de desenvolvimento, o GMail oferecia uma interface diferente de tudo o que os usuários estavam acosutmados a ver nos serviços concorrentes. Seu uso se assemelhava mais a um software local do que a um website, com menus abertos instantaneamente, mensagens exibidas rapidamente e com o uso inovador de classificação por tags no lugar das pastas convencionais, facilitando a busca por conteúdo específico no meio de um universo interminável de mensagens.</p>
<p>Hoje o GMail é mundialmente conhecido como o padrão de correio eletrônico e é cada vez mais difícil encontrar usuários que não possuam ao menos uma conta no serviço. Entretanto, o webmail foi apenas a pontapé inicial para a massificação da nuvem.</p>
<p>Com o aumento da velocidade de conexão à Internet, arquivos cada vez maiores passaram a ser transmitidos, o que levou à criação de serviços de hospedagem de arquivos para facilitar a troca entre usuários. Temos hoje à nossa disposição várias opções não apenas para a troca de arquivos, como o <a title="yousendit" href="http://www.yousendit.com/" target="_blank">YouSendIt</a>, mas para o armazenamento a longo prazo em verdadeiros HDs virtuais, como o <a title="DropBox" href="http://www.getdropbox.com/" target="_blank">DropBox</a> e o novo <a title="Windows Live Mesh" href="http://www.mesh.com/" target="_blank">Windows Live Mesh</a>.</p>
<p>Mas alguns desses serviços vão além do simples armazenamento, oferecendo a possibilidade de sincronização de dados. Na prática, isso significa que o usuário não precisa apenas manter seus arquivos online, ele pode trabalhar de forma mais eficiente em cópias locais que serão sincronizadas automaticamente com as versões salvas na nuvem. Assim, é possível iniciar um trabalho no computador de casa e continuar trabalhando no mesmo arquivo mais tarde, no escritório, por exemplo. Os dados estarão sempre sincronizados graças à conexão constante com o serviço online. Caso o usuário precise acessar seus arquivos a partir de um computador público, o acesso via navegador é sempre uma opção disponível.</p>
<div id="attachment_100" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img class="size-full wp-image-100" title="mobileme" src="http://indistinguivel.files.wordpress.com/2009/02/mobileme.jpg?w=450&#038;h=225" alt="mobileme" width="450" height="225" /><p class="wp-caption-text">Tela de login do MobileMe (Apple)</p></div>
<p>E não são apenas os dados salvos em arquivos que hoje ficam disponíveis online e que podem ser sincronizados. Informações pessoais, como nossos contatos, calendários e anotações também contam com excelentes serviços de compartilhamento e sincronização. Serviços como o <a title="MobileMe" href="http://www.me.com" target="_blank">MobileMe</a> da Apple (voltado para uso pessoal) e o Microsoft <a title="Microsoft Exchange Server" href="http://www.microsoft.com/EXCHANGE/default.mspx" target="_blank">Exchange</a> (para uso corporativo) são cada vez mais usados por quem precisa ter acesso não apenas às suas mensagens, mas a toda uma gama de dados pessoais a qualquer momento.</p>
<p>Neste novo cenário, acabamos perdendo a noção de onde estão nossas informações. Colecionamos contas em diversos serviços, dividimos nossos contatos entre Facebook, Live Messenger e MobileMe, compartilhamos fotos através do Flicker e vídeos através do YouTube. Mantemos artigos em nossos blogs, divulgamos nossos podcasts via RSS e participamos ativamente de discussões em grupo nos fóruns online. Quanto mais nos deixamos envolver pela nuvem, menos controle temos na organização de todos esses dados. Não precisamos mais de nossos computadores para manter nossas informações, agora dependemos deles para encontrá-las.</p>
<p>Não está longe o momento quando não precisaremos mais nos preocupar com a localização física de nossos arquivos. Hoje em dia, nossos sistemas operacionais já são bem eficientes na busca de informações armazenadas localmente graças aos métodos de indexação dinâmica de todos os dados que entram na máquina. O próximo passo é a busca inteligente dos dados espalhados pela nuvem, conceito explorado no recém apresentado <a href="http://www.palm.com/us/products/phones/pre/index.html">Pré</a>, o smartphone da Palm baseado no novo sistema operacional da empresa, o WebOS, com lançamento previsto para meados deste ano nos EUA.</p>
<p>Através de um sistema batizado de Synergy, o usuário do Pré tem acesso aos seus calendários do Outlook, Google Calendar e FaceBook em uma única interface. O mesmo vale para os dados de seus contatos, ao buscar por uma determinada pessoa na agenda, o Pré junta em uma só tela as informações disponibilizadas em diversos serviços online.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-102" style="margin-left:10px;margin-right:10px;" title="sync-48x48" src="http://indistinguivel.files.wordpress.com/2009/02/sync-48x48.gif?w=48&#038;h=48" alt="sync-48x48" width="48" height="48" />No início desta semana, o Google apresentou o <a title="Google Sync" href="http://www.google.com/mobile/default/sync.html" target="_blank">GoogleSync</a>, serviço para sincronização de contatos e calendários armazenados nos servicos da empresa com celulares e smartphones. Compatível com iPhone, BlackBerry, Nokia (S40 e S60), Sony Ericsson e Windows Mobile, o serviço mantém os dados sincronizados sem que o usuário precise se preocupar se está alterando ou incluindo alguma informação a partir de seu telefone ou de qualquer computador conectado.</p>
<p>Mas eu não poderia fechar este artigo sem comentar os aplicativos disponíveis para uso direto no navegador. Hoje, temos à nossa disposição uma gama bastante variada de programas online, como o <a title="Google Docs" href="http://docs.google.com" target="_blank">Google Docs</a>, provavelmente a mais conhecida suite de aplicativos disponível na Internet. Através do Google Docs, o usuário não apenas cria e manipula seus documentos de texto, planilhas e apresentações, mas também pode compartilhá-los com qualquer outro usuário do serviço. Muitas empresas estão subsituindo o Microsoft Office pelo Google Docs, o que levou a Microsoft a apresentar o <a title="Office Live Workspace" href="http://workspace.office.live.com/" target="_blank">Office Live Workspace</a>, um serviço para compartilhamento de documentos criados no Microsoft Office. E, para não ficar para trás, a Apple também está lançando o seu sistema de compartilhamento de documentos criados em sua suite de aplicativos para escritório, o <a title="iWork.com" href="http://www.apple.com/iwork/iwork-dot-com/" target="_blank">iWork.com</a>, disponível para os usuários da versão 2009 do iWork.</p>
<p>Como nem só de Office vive o ser humano, outras empresas começam a explorar outros mercados, como é o caso do site <a title="Aviary" href="http://aviary.com/" target="_blank">Aviary.com</a>. Lá, encontramos programas de ilustração vetorial (<a title="Aviary Raven" href="http://aviary.com/tools/raven" target="_blank">Raven</a>) e de tratamento de imagens (<a title="Aviary Phoenix" href="http://aviary.com/tools/phoenix" target="_blank">Phoenix</a>) bem competentes. Eles ainda estão longe de editores conhecidos como o Adobe Illustrator e Adobe Photoshop, mas uma rápida olhada nas galerias de exemplos deixa claro o potencial desses programas.</p>
<div id="attachment_106" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img class="size-full wp-image-106" title="aviary-sample" src="http://indistinguivel.files.wordpress.com/2009/02/aviary-sample.png?w=450&#038;h=280" alt="Ilustração feita no Raven" width="450" height="280" /><p class="wp-caption-text">Ilustração feita no Raven</p></div>
<p>Para quem quer viver nas nuvens, as opções não são poucas e a praticidade oferecida por esses serviços não passa despercebida. Mas é melhor não confiar 100% neles, ainda não há nada como um bom backup em algum tipo de mídia que podemos tocar. Afinal, se algum problema sério ocorre com a nuvem, veremos nossos dados virar fumaça em um piscar de olhos&#8230;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/indistinguivel.wordpress.com/61/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/indistinguivel.wordpress.com/61/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/indistinguivel.wordpress.com/61/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/indistinguivel.wordpress.com/61/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/indistinguivel.wordpress.com/61/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/indistinguivel.wordpress.com/61/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/indistinguivel.wordpress.com/61/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/indistinguivel.wordpress.com/61/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/indistinguivel.wordpress.com/61/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/indistinguivel.wordpress.com/61/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=indist.com&blog=4298807&post=61&subd=indistinguivel&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://indist.com/2009/02/12/vivendo-nas-nuvens/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/448a2061b5606651978ef30727ec57f9?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">.marcelo</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://indistinguivel.files.wordpress.com/2009/02/above_the_clouds.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">above_the_clouds</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://indistinguivel.files.wordpress.com/2009/02/gmail-logo.gif" medium="image">
			<media:title type="html">gmail-logo</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://indistinguivel.files.wordpress.com/2009/02/mobileme.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">mobileme</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://indistinguivel.files.wordpress.com/2009/02/sync-48x48.gif" medium="image">
			<media:title type="html">sync-48x48</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://indistinguivel.files.wordpress.com/2009/02/aviary-sample.png" medium="image">
			<media:title type="html">aviary-sample</media:title>
		</media:content>
	</item>
	</channel>
</rss>